Painel do Sobratema Workshop 2016 ressalta a importância da seleção adequada do equipamento para a eficiente compactação do solo

 Considerado um dos principais fóruns de debates de assuntos técnicos ligados à área de equipamentos para construção, o Sobratema Workshop 2016, que acontece nesta quarta-feira, dia 6 de abril, debate o tema “Compactação – Tecnologias e Conceitos”. Promovido pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, o evento conta com dois painéis para trazer informações sobre compactação de solo e compactação de asfalto. 

Dentro do painel sobre Tecnologias para Compactação de Solo, a primeira apresentação ficou a cargo de Marcelo Prado Ritter, coordenador de Vendas e Marketing do Grupo Ammann, que trouxe informações sobre os motivos pelos quais se compacta o solo, dentre os quais estão: aumento da capacidade de carga, da estabilidade e da homogeneidade do solo, para eliminar a água e a porosidade, reduzir sua permeabilidade e aumentar sua resistência à deformação. “Resumindo, é para melhorar as propriedades do terreno”, enfatizou.

Ritter também explicou sobre os três métodos de compactação: compressão ou amassamento, compactação pelo próprio peso do material ou por outra energia natural, estático, compactação por efeito da energia dinâmica externa (vibração); e os tipos de aplicação dos rolos compactadores, de acordo com o solo – rolo liso (indicado para rochas, pedras, cascalho e areia), rolos de pneus (pedras, cascalho e areia) e rolos pata de carneiro (cascalho, areia, slite e argila). 

Além disso, Ritter falou sobre os equipamentos para compactação leve, como o compactador de placa acoplável. “Esse equipamento pode ser usado em escavadoras, que possuem um alcance para atuar em lugares de difícil acesso, como valas profundas, estreitas e graus particularmente íngremes”, disse. Ele citou ainda os compactadores de percussão, as placas vibratórias e os equipamentos de trincheira.

A segunda apresentação, proferida por Carlos Eduardo dos Santos, gerente de Produto da Atlas Copco, mostrou os princípios básicos de compactação e pavimentação e as informações sobre o que define a produção de um rolo compactador, a fim de obter uma melhor produtividade. São quatro variáveis que precisam ser observadas: tipo do solo, espessura da camada, grau da compactação e comprimento do trecho, além da largura do rolo compactador e o tempo de execução ou velocidade do rolo. O resultado é o metro cúbico compactado. 

Para exemplificar, Santos trouxe um caso de um compactador autopropelido, que ao diminuir o número de passadas de 12 para 8 conseguiu obter um aumento de 50% na produtividade e ganhos de rentabilidade. Para isso foram consideradas, também, as variáveis relativas ao efeito de compactação – peso do módulo dianteiro, força centrífuga, geometria e disposição das patas e frequência e amplitude. “Não há uma fórmula para uma perfeita combinação entre essas quatro variáveis. Cada fabricante realiza seus testes relativos à frequência e amplitude para encontrar a melhor combinação entre elas”, explicou.

Para obter uma maior produtivididade, segundo Santos, é preciso estar atento aos detalhes. “Se eu estiver trabalhando em um solo composto por argila, preciso selecionar adequadamente o equipamento porque isso vai influenciar na produtividade”, ressaltou. Além disso, em sua apresentação, destacou três ferramentas tecnológicas que auxiliam esse quesito, incluindo os sistemas de telemetria. 

Rodrigo Pereira, gerente de Negócios e Produto da Bomag Marini, foi o terceiro palestrante do primeiro painel do Sobratema Workshop. Em sua apresentação, ele fez uma análise sobre as tecnologias dos compactadores e suas aplicações, como a compactação eficiente em rolos tamping que tem como características o efeito tipo amassamento e a cobertura completa da superfície, sendo ideal para grandes áreas e construção de barragens.

O palestrante também disponibilizou informações, conceitos e objetivos da compactação de resíduos sólidos, que incluem o aproveitamento dos espaços e redução de desmoronamentos, do risco de incêndio, das pragas e da dispersão de lixo no ambiente com a ação do vento. “As principais influências na compactação de resíduos são peso operacional, projeto das rodas, tipo e condição do resíduo e técnica operacional”, informou. Há ainda outros parâmetros a serem observados, como o tipo de aterro sanitário, as condições climáticas e as técnicas de aplicação.

Nesse sentido, Pereira destaca que o compactador de resíduos é o equipamento ideal para uso em aterros sanitários porque alcança um bom resultado na compactação se comparado ao trator de esteiras. “A pressão específica no solo pelo trator é muito baixa, de cerca de 7 N/cm², tendo um efeito de compactação pequeno. Já o compactador tem uma pressão de aproximadamente 240 N/cm², com resultados positivos também na trituração de resíduos, na capacidade de penetração e no efeito de amasssamento”, explanou. No entanto, ele observa que há aplicações em que o uso de compactadores não é recomenadada, como em operação tipo tombamento, porque existe uma baixa densidade de resíduos. 

Para fechar a primeira etapa das palestras, Luiz Barreto, gerente de desenvolvimento de negócios para América Latina da XCMG Brasil, alertou sobre a importância de uma boa compactação, por meio da seleção ideal do equipamento, de acordo com as especificações do projeto, para melhorar a qualidade das rodovias brasileiras e reduzir o número de acidentes advindos por problemas com a compactação no solo. “Dados de mercado mostram que cerca de 16% dos acidentes em rodovias são decorrentes de uma má compactação”, acrescentou. 

Barreto também expôs as características de rolos compactadores e introduziu conceitos de sistemas de telemetria, que trazem benefícios como identificação de falhas e apresentação de soluções, avisos de revisões, gerenciamento do motor, dados do equipamento, históricos de trabalho, além de comunicação entre o fabricante, o usuário e o operador.

Ainda trouxe informações sobre sistemas inteligentes de suporte ao usuário do equipamento, que possibilita apresentar um roteiro de compactação, com os locais que já foram concluídos e as necessidades de trabalho, e emitir um relatório de performance de compactação, com informações sobre número de passadas, velocidade de operação e horas trabalhadas. 

O Sobratema Workshop 2016 terá também um segundo painel sobre Tecnologias para Compactação de Asfalto, com a participação de especialistas da Caterpillar, da Ciber Equipamentos Rodoviários (Wirtgen Group) e da Volvo Construction Equipment. A abertura dos trabalhos ficou a cargo de Afonso Mamede, presidente da Sobratema, e a moderação de cada painel está sendo feita por Claudio Schmidt, diretor técnico da Sobratema.

O Sobratema Workshop 2016 conta com o apoio da Atlas Copco, Grupo Ammann, Sotreq/Caterpillar, Volvo e XCMG.

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